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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Chateada

Estou mesmo chateada com esta coisa de vida.
Hoje é um dia como outros que já tive, dias de raiva, dias de choro. Sei que a vida como a conhecemos é fugaz e que deviamos de viver ao maximo. Nem sempre podemos por varios motivos.   
Afinal para que tanto esforço em viver, viver saudavel, viver a pensar no amanhã quando ele pode nunca vir.

Hoje foi um dia em que mais uma vida de despediu se apagou. Não era um familiar meu. Mas mesmo assim não consigo deixar de pensar que não sei o que viveu, mas certamente muitos sonhos não irá realizar. 

Os seus proximos que ficam aqui serão tocados pela dor; mas o tempo se encarregará de a tornar uma memória e eles viverão outras vidas.

As frases: "depois faço, um dia vou..." - começam cada vez mais a deixar de fazer sentido para mim. 
Sinto-me uma prisioneira. 
Estranho. 
Começo a pensar como muitos tem razão, devemos viver o dia a dia, porque o amanhã será que vai acontecer?

Fazemos planos para casar, casamos e depois um dia - divórcio.
Fazemos planos para ter uma casa - depois o governo impõe-nos impostos que nos leva todo o dinheiro, nos deixa no desemprego - entregamos a casa ao banco.
Fazemos planos para o amanhã - depois vem uma doença silenciosa ou não e acaba com os nossos planos.
Fazemos planos para um dia poder viver sossegados - vão-se as economias de uma vida para pagar dividas de outros.
Fazemos planos para a reforma - Quando lá chegar (se chegar) será que vou ter? Será que me vai ser util?
Fazemos planos para quê?
Fazer planos?

Hoje não vou deitar a cabeça na almofada com sonhos e planos que apenas me fazem sofrer porque nunca os vou realizar. Não hoje vou dormir para acordar amanhã, simplesmente isso - acordar.  

Toda a gente faz ou fez planos um dia, ela deve ter feito os dela. E os sonhos dela quem os vai realizar agora. 

Vivemos, brincamos, amamos, brigamos,chateamo-nos e depois vem uma coisa que suspende a nossa vida e nada pode voltar atrás. Já pensas-te nisto?! Eu tenho pensado muito e agora só me apetece chorar. Por mim, por ela, por todos nós. 

Felizes aqueles que não pensam e se dão ao luxo de viver.

RIP - "E". 


Isabel

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Negociação agressiva


Chego à triste conclusão que as pessoas da minha geração (40 anos), não sabe negociar no que respeita a contratos. Acho que fomos formatados para o respeito e obediência cegas. No entanto não são esses os valores que estamos a incutir aos nossos filhos. Alguns de nós bem tentamos, mas se calhar devido ao nosso inconformismo acabamos por transformá-los em muito destemidos ou muito medrosos. 

Devido à conjuntura actual e atendendo a que milhares dos desempregados são da geração anterior, e da minha, sugiro que além das directivas de fazer um curso de procura activa de emprego como o IEFP propõe a quem lhe bate à porta, que façam de imediato após a situação de desemprego um curso de negociação (sob pressão) agressiva, deve haver um. 

Saber negociar é uma arte já disse alguém à muito tempo atrás. 

E que bem é preciso quando alguém nos propor salários ridículos que nos menosprezam, mas que devido ás situações de desespero que muitos enfrentamos acabamos por aceitar; só depois de vermos o que fazemos, a responsabilidade que temos e o mísero salário que recebemos ao fim do mês, é que nos damos conta de quão baixo descemos. 

Por isso façam esse curso, eu vou fazer, para que na próxima vez tiver de negociar além de saber os meus direitos quero saber como dar a volta à minha vida no melhor sentido.

Este governo e estes governantes estão a mudar o nosso país, eu não concordo com muitas medidas que têm sido tomadas mas outras já deviam ter sido à muito. 
Existem coisas que estão mal desde os fundadores da republica, eles não pensaram em todos mas só em si próprios, mudaram uma Era mas favoreceram a corrupção para muitos. 
Se antes era o Rei e os Seus, aquilo que os republicanos fizeram foi alargar o circulo da corrupção ás suas influências, afinal Portugal era um país com muito ouro, e eles acharam por bem matar o rei e começar a roubar. E conseguiram já lá vão mais de cem anos e continuamos a hipotecar o nosso futuro por causa de pessoas abomináveis, incrivelmente burras mas com o dom de enganar até as suas próprias mães, pessoas que num futuro vão sofrer em si próprias ou nos seus, mau é quando são as gerações seguintes a pagar o preço que eles estipularam. Espero que eles vivam para ver e sofrer, lamento.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Aí meu rico mês de Agosto

No mês de Agosto gosto de ir trabalhar, o mês todo não, mas gosto de ir trabalhar. As coisas estão mais calmas ao contrario das estradas que ficam uma loucura com o vai e vem de gente. Nesta altura tenho vontade de virar agente de autoridade, tenho vontade de multar de dar um bons apitos, aos francius, aos belgius, aos alemanius, e a todos os portugalius que arribam dos estrangeiros.
Isto, porque nas suas novas santas terrinhas (aquelas de onde vêm lá de fora) à muita civilidade na estrada, as ruas estão sempre bem sinalizadas e claro muito limpinhas. Porém quando estes senhores e afins chegam ao nosso Portugal, ao passar a fronteira têm um ataque de amnésia dos grandes e voltam ao seu estado natural. Sim, que por cá não vale a pena ser educado.
Uma das coisas que me incomoda é na rua, os veículos tem dispositivos de mudança de direcção (piscas piscas) e esses senhores raramente os usam, será que por lá os mesmos carros não os têm? Ou será que lá são automáticos e quando eles chegam cá à fronteira ficam avariados?. E também lá o estacionamento é algo civilizado, porém por cá eles devem pensar que as nossas forças da autoridade andam a dormir, porque estacionam em qualquer sitio de qualquer forma, que eu até sonho que sou policia e estou a multar.  
Principalmente quando à festarolas e festanças, feiras e feirinhas, praia e piscina, é a loucura total qualquer dia tiro uma foto para vos mostrar. Vão ver.

sábado, 27 de julho de 2013

Luta

Quem vir este titulo "Luta", se calhar vai pensar que quero andar à luta ou assim, mas na verdade eu já ando a lutar à uns anos. A lutar com o excesso de peso que ganhei na gravidez do meu pimpolho (+/- 14Kg).
Na altura a minha doença estava nos pícaros - que é como quem diz no pico mais alto do Everest.
Tenho uma relação saudável com a minha doença, ela não me exaspera e eu tento não a provocar, mas as vezes, é impossível fugir dela. Quando engravidei jurei que não ia levar as coisas para o lado negativo afinal não foi uma gravidez planeada, nem desejada, mas aos quatro meses e depois de fazer a primeira eco e mesmo assim não acreditar que estava gravida, resolvi que afinal a vida era como tinha de ser, e escolhi o meu filho. Escolhi não me estressar com os doidos que na altura estavam querendo levar-me á loucura, escolhi respirar acima do ar poluido, planeei e realizei o meu casamento em tempo record (se fosse agora tinha feito tudo diferente - o que nós não fazemos para agradar aos paizinhos), produzi tudo, sempre a 1000 km/h, mas fiz tudo.Casei gravida mas não se notava nada dos cinco meses de bébé na barriga. Hoje tenho um filho maravilhoso que nasceu magrinho (2,900Kg) e uns quilos inestéticos a mais (13kg) do que tinha quando engravidei.
Sim ando à luta com os ultimos.
Ano passado nesta altura estava a "comer o pão que o diabo amassou", as vezes ainda tenho pesadelos até acordada. Estou no trabalho e tenho flashes desse tempo e quase tenho vontade de chorar, mas agora tenho uns colegas que são uns doidões, autenticas jóias, só isso já me faz sentir alegria.
Mas voltando à Luta, comprei o livro da nutricionista Ágata Roquette, A Dieta Dos 31 Dias. Já o li, reli, várias vezes. Adoro acho que está espectacular. Queria muito começar esta dieta direitinho, mas tem algumas receitas que me causam estanheza. E depois com o meu probleminha... Ano que passou perdi 8 quilos em 3 meses, cheguei ao ponto de me querer mutilar, arranhava-me toda, tive mesmo de ir ao hospital (porque desta vez a coisa pegava feio, eu nunca fiquei assim antes por causa do meu filho e desta vez fiz um esforço maior do que podia) mas depois começei a melhorar, lentamente que nesta coisa nunca a gente fica curada.
Depois finalmente arranjei este trabalho e tive medo de ficar doente, sentia-me fraca, começei a voltar a comer normal e engordei tudo outra vez.
Verdade verdadinha, eu sentia-me bem com o peso (- 8 kgs)  mas tinha medo de ficar doente mesmo.
Agora vou entrar de férias em agosto, já decidi que vou tentar levar à risca a dieta e as receitas e tentar programar as receitas de almoço para quando voltar para o trabalho. Também estou a pensar escrever à nutricionista para ver a possibilidade de alterar algumas dessas receitas. E mais que tudo estou a tentar arranjar uma forma de fazer algum exercicio que até agora o que mais me falta é motivação.
Por isso vamos à luta, a luta do excesso de peso, à luta da preguiça, à luta contra a ignorancia quanto à alimentação.
Vou colocar assim que puder um registo desta dieta que acho verdadeiramente facil de fazer mais ainda se tiver motivação.
Bora lá à Luta.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Rio

Sou como um rio

Revolta ou suave,
Conforme se quer.
Sou como um rio
Que corre para o mar,
Primeiro um fio de água
Que saltita docemente
De pedra em pedra.
Deixo que na minha água
Apaguem a sua sede,
Deixo que no meu leito
Se deleitem a brincar.
Quando cresço
A minha água,
Vira uma feroz corrente
E por ali e acolá,
Passo livremente.
Depois fico rebelde,
Com um poder impar,
Nem montanha, nem planície,
Nada me pode travar
Eu, tenho de passar.
E quando por fim
Avisto o mar,
Sinto uma tranquilidade
Fora do vulgar,
E suavemente vou
Abraçar-te Meu Mar.


25 Julho 2013
Isabel Oliveira

terça-feira, 23 de julho de 2013

Felicidade

"Devo ter sido muito feliz noutra vida uma vez que nesta estou sempre com a sensação que me está a faltar alguma coisa. Pode ser?!"

Isabel

sexta-feira, 14 de junho de 2013

"Ele à pessoas que não se dão conta de viver a vida porque estão demasiado ocupados a contar trocos.
E pode ser porque não sabem o que é viver, por isso não vivem, só contam trocos e quando lhes bater a morte à porta é que se vão dar conta que não viveram."

Isabel Oliveira

quarta-feira, 12 de junho de 2013

estes dias vi uma



Nas ruas por onde passo e onde vivo tenho o privilégio de ver coisas raras. Aqui à tempos vi um falcão, na verdade depois comprovei existe um casal de falcões nesta zona. Por aqui ainda existem algumas árvores e esse casal tem mostrado alguma actividade.
E agora nessa mesma zona no outro dia, um dia já tarde em que vários carros se cruzavam eu vi um animal pequeno a sair de um lado do mato a atravessar a rua, no inicio pensei que era um gato, mas um senhor que também ia a passar e parou para ver disse: "Era uma raposa? Não era?"
Depois de ver o pequeno animal bem de perto vi que era mesmo uma raposita uma cria. Acho que até se pode alertar as autoridades para a sua existência por ali, mas depois pensei que se calhar os iam querer tirar dali.
Estão a matar tudo aqui por perto, matam as arvores e com elas a fauna e flora que possam existir. É uma pena.

terça-feira, 11 de junho de 2013



"Quem meu filho agrada, o meu coração adoça.
Quem não agrada, daqui não espere nada!" 

Isabel Oliveira

quarta-feira, 5 de junho de 2013

AHHHHHHHH!

"As vezes apetece-me gritar para o mundo, outras vezes apetece-me gritar com o mundo. Outras vezes apetece-me estrangular muitas pessoas no mundo."

Isabel

terça-feira, 4 de junho de 2013

Já não sei que mais faça

Estou muito triste, o ano lectivo que começou tão bem (boas notas, bom comportamento), foi colapsando à medida que o ano foi avançando. Neste curtíssimo período meu filho teve testes negativos e baixa de notas impressionantes. De 5's para negativas. Como pode isto ser. Estando eu sempre em estado de alerta, lutando contra a maré, dando castigos (tirei a playstion), nada adiantou. Já não sei que mais faça. Não desisto porque o filho afinal é meu e eu quero o melhor para ele, mas será bom ter uma mãe sempre a exigir a obrigar quando se é preguiçoso até dizer basta. Não consigo mais obriga-lo, só me falta mesmo partir para a violência física porque nem ameaças o fazem agir. Eu sei que sou muito exigente, mas com ele até facilito, não podemos todos ser doutores, agora baixar de 5's para 2's é imperdoável. O ser preguiçoso não é razão suficiente para estas notas, fico a pensar se não haverá mais alguma coisa por detrás desse total desapego ao estudo. Os métodos mudaram, antes no 4º tinham uma prof que lhes preparava a papinha, agora no 5º os professores é à base do menor esforço, debitam na sala e se apanharam, bom, senão , já foste. Este ultimo período foi extremamente curto, alertei a DT, mas acho que caiu em saco roto, porque os métodos mantiveram-se e houve um desinteresse generalizado na turma. Vai haver chumbos, o que a meu ver é lamentável.  
Estou triste pelo meu filho que para o ano vai enfrentar provas, mais um periodo final curtissimo.
Durante as férias vou tentar azer com que ele ganhe alguma consciência (mesmo para um miudo de 10 anos , tem que a ganhar) de que sem trabalho nada se faz, pelo menos nada de bom. E para tal basta ver a quantas anda este país com pessoas que tem diplomas dizem-se "doutores" e não sabem o que andam a fazer. Quero que o meu filho um dia seja alguém, estudar não serve só para ter canudo serve para saber mais do que aqueles que dizem que sabem.

"Só sei que nada sei."

- Nos dias de hoje parece que está na moda, mas eu nunca fui apologista dessa frase, nem nos meus tempos de estudante em filosofia, nem do senhor que a disse no seu tempo, nem no senhor que carrega o nome nem de quem a implementou agora.


Se alguém souber de um método para cativar miudos pregiçosos a estudar por favor diga-me que eu já não sei mesmo que lhe faça.
Obrigada 

domingo, 5 de maio de 2013

Dia da Mãe

Hoje é dia da Mãe. E o que eu hoje aqui vou escrever a minha Mãe não vai ler porque ela não vem ver estas coisas dos computadores, mas não faz mal, porque noutras épocas eu costumo dizer e escrever estas coisas para ela. Então cá vai.
 
Mãe, sabes que te Amo,
Sempre te amei e amarei até ao fim dos meus dias,
Nem sempre foste a minha melhor amiga,
Mas sempre foste a minha Mãe.
Deste tudo de ti,
Deste-me o ser,
Desejas-te-me,
Cuidas-te de mim,
Deixas-te-me crescer.
Por vezes discordamos,
Porque afinal somos diferentes,
Eu sempre pude expressar-me
Nunca me impediste de ser eu própria.
Mesmo quando a minha auto estima baixou até ao limite,
A culpa nunca foi tua,
Tu sempre me amas-te e deste carinho.
Tu fizeste a nossa família,
sem ti Mami, eu não seria Eu e tu não serias Tu.
As vezes não compreendes as minhas atitudes,
As minhas decisões, os meus passos,
Mas conheces-me e sabes que quando faço uma escolha,
É porque já sei para onde vou.
Espero um dia minha querida Mãe (Mami),
Poder "aturar a tua velhice" que tantas vezes disse
que não o faria.
E no meio deste abraço que te quero estar a dar,
Como tantas vezes dei quando era pequena,
Quero que saibas uma vez mais que te Amo, e que te agradeço por teres sido minha Mãe.
 
 
 
E para as muitas Mães que tem mais que um filho mas só amam aquele, ou o outro, nunca demonstrem essa diferença porque um dia podem precisar de se amparar naquele que não amam tanto porque o que amavam mais vos desiludiu.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Coisas de gente assim só como eu

Acho que posso dizer que fomos adoptados.
 
Há muito que queriamos adotar um canito, andávamos nós pela net a ver, a ver, até um cão com pedigree tivemos debaixo de olho, mas era de porte grande e nós moramos num apartamento (AP- T2), temos um terraço até simpatico mas muito exposto a ventos e chuvas e ao adotar queríamos que tivesse condições para ter ali o canito de preferência de porte pequeno para no inverno ficar dentro de casa mais aconchegado. Nunca foi um objectivo ter um canito de pedigree.
Ora vai daí que como agora virou moda - acho eu - abandonar animais, eu todos os dias quando vou para o trabalho olho para todos os lados para ver os bichos que andam por aí ao Deus dará. E de vez em quando lá vejo um a correr desalmadamente pelas ruas, e penso será que tens dono?
Pois. Até pode ter fugido e andar perdido. Eu não queria levar para casa um animal afeiçoar-me a ele para depois ter de o devolver. Nem queria que o meu pimpolho também passasse por isso. Portanto fui sempre tendo cautela. Depois os bichinhos que apareciam na net ou eram grandes demais, ou um não gostava o outro porque aquele já tem uma idade, ou assim, ou assado. Certo.
Há já uns dias que em frente do meu local de trabalho nos passeios novos (a rua esteve em obras e agora fizeram uns passeios novos largos) se via vestigios de andar cães por ali que enquanto houve obras não haviam. Ontem apareceu o dito canito, andava a rondar á hora do almoço - devia cheirar a comida. Quando o vi foi ao pé de um colega que lhe estava a dar qualquer coisa, e como ao passar pensei que podia estar com fome dei-lhe duas tostas das que costumo levar para o lanche. Comeu-as da minha mão sem mostrar sinais de ser violento, sim eu sei que foi arriscado dá-las assim, mas eu sou assim mesmo, não pensei. Abanou o rabo e mostrou-se meigo. Gostei da atitude apesar de me parecer um canito feio no momento. Ao fim do dia chamei por ele mas ele ou não estava por ali ou não se quis mostrar, vim embora.
Hoje quando cheguei não o vi, pensei cá para mim: "tiveste sorte alguém te levou". No entanto não. À hora do almoço quando estava a chegar ao carro quem estava lá deitado á sombra? Pois, o canito. Fiz-lhe festas mas ele não se levantou, aliás deitou-se mais debaixo do carro. E eu a precisar de saír. Mas quando o tentei atrair com as tostas novamente, ele não veio. E eu a precisar de sair mesmo. Tentei puxá-lo - eu sei podia morder-me - e ele ganiu. Pensei logo: "estás ferido, agora é que vão ser elas para te tirar daí", mas ele lá se mexeu. As tostas não lhe interessaram mas a porta do carro aberta sim, a custo foi-se chegando a tentar entrar, estava ferido, notava-se, nada de muito grave penso eu pois não gania mas mexia-se com alguma dificuldade. Fiquei a olhar para ele e disse-lhe: "Então é isso queres que te leve para minha casa?" Ontém quando lhe dei as tostas pela primeira vez assim de passagem disse-lhe que se ele fosse bonzinho se calhar que o levava para outro lugar, e não é que ele ouviu. Como é que ele sabia que tinha de esperar ali ao pé daquele carro no meio de tantos outros carros de um estacionamento? Estava a seguir o meu cheiro, de certeza. Abri a porta do lado do condutor e sentei-me, olhei para ele e disse-lhe: "vá se consegues subir anda, levo-te a casa." Ele olhou para mim, ficou assim uns momentos com uma pata dentro e o corpo de fora e depois subiu. Não tive receio, não podia ter, ele não me rosnou, não mostrou os dentes, entrou apenas, ficou com as patas na manete das velocidades, e eu disse-lhe que assim não podia seguir viagem ele tinha de se sentar. Então ele sentou-se. Fui ao outro lado, fechei a porta do acompanhante - inesperado- e sentei-me ao volante. Respirei fundo e disse: "vamos lá pequeno". A viagem não é curta mas também não é assim tão longa são uns 20 km ir e vir, e eu já tinha perdido mais de meia hora de almoço. Ao iniciar a viagem o canito que na certeza porém não estava confortavel naquele sitio, decidiu passar para o banco de tras. Vi logo que era bicho habituado a andar de carro porque não pareceu ficar enjoado - e os cães enjoam, eu tive uma cadela que odiava andar de carro e vomitava de stress e enjoos - e eu abri a janela de tras e ele só levantou um pouco a cabeça. No banco de tras tenho o banco do meu pimpolho e um casaco e ele não se sentou em cima de nenhum ficou no meio à espera que lhe arranjasse espaço. tirei como pude o banco do pimpolho e logo ele esticou-se, deitando-se para melhor ir na viagem. E lá veio. Quando cheguei a casa ele não conseguia subir os degraus do rés do chão até ao primeiro andar, olhou mas não se atrevia a subir; olhava para a garagem que era a descer, parecia-lhe mais facil certamante.
Pensei - vou ter de te levar ao colo, mas se estás ferido vais me morder. Peguei nele com cuidado e levei-o ao colo e ele não ganiu, nem me mordeu. Deixei-o no terraço, dei-lhe água fresca e que sede ele tinha.  Apresenteio-o apenas á minha mãe, não gostou dele, assim sujo e feiinho. Humm que cara que ela fez, só visto, de nada adiantou o bicho abanar o rabicho para ela.
Deixei-o, debaixo da mesa do terraço ele conseguia sombra, e o sol estava a virar. Voltei para o trabalho, comi qualquer coisa a correr e fiquei agoniada com medo que a tropa o encontrasse antes de eu poder fazer as apresentações. No fim do dia tinha tantas coisas para fazer mas não consegui, vim direita a casa. Apresentei-o primeiro ao pimpolho, ele gostou, depois começaram os outros a chegar e foram sendo apresentados. Ele foi acarinhado por todos. Agora resta ver como se vai comportar depois de se recompor. Acho que nos adotou.
Assim poupou-nos o trabalho de escolher. Depois posto fotos, prometo. Do antes (sujinho e feiinho) e depois (limpinho e feliz - espero). 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Rituais, Tradições

Durante muito tempo tive os meus rituais, as minhas manias, os meus gostos, depois casei.  É casei aos 29, tarde, tarde. Mas durante algum tempo continuei com os meus rituais, embora meio perdida porque namoro é diferente de viver com alguém e gravida. Já não era mesmo só eu, éramos nós, e eu, euzinha começou a desaparecer. Até porque o A é muito, muito diferente de mim. Embora haja muito que nos una, sinto que entre nós sempre existiu um abismo que tem alturas que se torna imensa a distancia que fica entre nós.
Sou uma pessoa simples, com gostos simples mas com um nível de exigência sempre no máximo, em relação a mim e também aos outros. Eu nunca quis abrir mão das coisas que gostava, mas fui abrindo em prol de adquirir outras - foi o que sempre pensei - porém agora vejo que perdi as minhas coisas, os meus rituais em prol de nada e a minha vida parece mais um deserto de tão vazia.
Agora tenho refletido e cheguei a conclusão que quero recontruir as minhas tradições as minhas coisas, vou criar novos rituais afinal os nós os seres humanos não passamos sem isso e recuperar outros antes que desapareçam.
Se afinal sou eu que tenho de decidir então que seja, mas se um dia a "pedra" for atirada, juro, as consequências serão radicais, não vou tolerar ignorancia. Assim eu vou voltar a ter rituais nem que para isso volte a ter ser euzinha sozinha muitas vezes como afinal estou a maior parte das vezes. 

Bora.  

domingo, 21 de abril de 2013

Educação

Não adianta negar, esse principio básico de quem tem uma família tem sempre um dever, educar. Os pais não podem mesmo nos dias que correm ausentarem-se desse dever, educar os seus filhos. A vida tornou-se um corre corre rodopiante e louco. O pouco tempo que sobra devia ser passado em família, e muitas vezes não é. É a Mãe que corre para um lado, o pai que corre para o outro, os miudos a ver TV ou a jogar playstation ou a fazer os T.P.C's. O único momento juntos muitas vezes é só á refeição. 
Seja como for temos de ser nós em casa a educar os nossos filhos. Custa, custa muito principalmente quando você rema contra a maré, mas é seu dever educar o seu proprio filho e não relegar esse dever para familiares ou para a escola.
Não é fora das portas da sua casa que estão os educadores que o podem substituir. Mas se você não estar ausente nesse momento.
Não dê a desculpa de que não tem tempo, pode ser que tenha menos tempo para si - muito menos - mas se você se afastar da sua familia nos primeiros tempos que ela se está a construir, quando você envelhecer vai querer algo que nunca construiu junto. Não basta sonhar á distancia pensando que se está fazendo parte do projecto, não, você tem de meter a mão na "massa", tem que dar exemplos, tem que dizer Não, tem que participar.
Participe na construção da sua familia. Eduque. 



    

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Vizinhos novos - dizia ela



Na verdade é apenas um casal. A minha amiga ficou super curiosa, afinal vão dividir o mesmo hall do mesmo andar. Os últimos eram super mal encarados, mesmo que se cruzassem não diziam uma só palavra. A miúda deles quase nem podia levantar o olhar, mas não eram barulhentos, eram muito metidos consigo próprios - dizia-me ela.
Estes parecem ser simpáticos mas também só os viu uma vez ainda andam em mudanças. Riu-se e virou-se para mim: "E se eu lá fosse de bolo na mão como fazem os americanos nos filmes?"
Deu-me cá uma vontade de rir, como se nós "porteguesinhos" fossemos capazes de algo assim tão cusco. Na verdade somos do piorio, há coisas que ficam a olhar de soslaio por detrás das cortinas a medir os ditos cujos de alto a baixo e a fazer juízos de valor sem os conhecer. É verdade, eu tenho coisas assim no meu condomínio, coisas, não pessoas, que se põem a falar de nós no vazio das suas almas, idiotas, retrogradas e medíocres, atrás das cortinas, das janelas e pior ás janelas e sozinhos.
Eu já não faço caso, mas eu também nunca fui curiosa a um nível tão baixo.
Se calhar se fossem assim simpacticos os meus vizinhos, como os tais vizinhos novos da minha amiga, eu se calhar fazia mesmo como os americanos, ia e batia á porta com um bom bem vindos, isso se a minha família fosse diferente. Isto se na sociedade em que vivemos ainda pudéssemos bater á porta do vizinho para pedir sal, açúcar, ajuda, sei lá. Mas na verdade não o fazemos porque em muitos sítios os vizinhos nem conhecem. Se acontece algo (barulho, choro) para muitos até é normal, quem se atreve a chamar a policia (que não vem) se suspeitar de violência numa casa? Poucas pessoas se atreveriam a tanto, eu sou mais do tipo que bate á porta e pergunta o que se passa, o meu marido diz que sou de outro mundo, que me arrisco, mas e quando eu for como os outros e deixar de me importar quem vai se importar comigo quando eu precisar?
Onde eu moro por acaso não mora nenhum idoso sozinho, mas quando eu for idosa alguém irá preocupar-se comigo se eu nunca me importar com os outros? Vizinho não serve apenas para reclamar do barulho, da falta de educação, se forem boas pessoas servem para ser amigos - coisa rara. Eu admiro aqueles lugares onde todos se cumprimentam pelo nome, se preocupam quando alguém fica doente ou não aparece. Eu de facto sou de outro mundo, de outro tempo, se calhar sou apenas alguém que gosto de ver o bem refletido nas pessoas.
Conselho dado à minha amiga, no primeiro fim de semana que os vizinhos novos se instalem, deixar na porta um recado: "Se precisar de alguma coisa bata na porta ao lado - assinado XXXX XXXXX seus vizinhos!"
O bolo pode ficar para depois.

sábado, 13 de abril de 2013

Ser tratados condignamente

Já todos sabemos que estamos em crise. É claro que a crise monetária que nos afecta a todos é sem duvida menor do que a crise existencial por qual passamos ao longo de toda a nossa vida.
Mas o dinheiro que não tem boca, fala que se farta!
Uns falam porque o têm em demasia, e muitos mais por causa de o não ter.
Além desta falta óbvia de dinheiro, agregada vem a falta de trabalho/emprego.
Porque há que distinguir as duas, trabalho é diferente de emprego. Diz-se. 
Diz-se "trabalho" e pensa-se em pessoas cuja escolaridade é baixa, fala-se de "emprego" e pensa-se em pessoas com a escolaridade toda e ainda licenciatura mestrado. (Isto sou eu a ser sarcastica). 
Na verdade está-se a cometer um grande erro, diriam muitos daqueles que estudaram e se licenciaram. Muitos que se licenciaram, hoje trabalham no que aparece. Caixa de super mercado, empregados de mesa, em lojas de shopping, cozinheiros, nas obras como indeferenciados, nas fabricas...
E agora eu pergunto-me (também tenho um filho, e claro que quero que ele estude, cresça e seja um bom ser humano) que seria do mundo se todos fossemos doutores e não houvesse: padeiro (para o pão que vamos buscar todos os dias à padaria), pasteleiro (para aqueles que não sabem, não tem o dom de fazer todas as coisinhas boas que eles fazem), homens do lixo (para recolher, reciclar, o lixo que todos produzimos diariamente), empregado de mesa (para que quando fossemos jantar fora quem nos servia quase sempre com simpatia mesmo depois de atender tantas pessoas com mau feitio e pressa), cozinheira (que faz todas as comidas nos restaurantes todos os dias sempre igual), trolha (quem repararia a nossa casa ou a ajudava a construir), canalizador (quem resolvia a goteira da torneira, a infiltração causada pela máquina de lavar), electricista (quem repararia a  instalação eléctrica caso queimasse com um raio), pintor (quem pintaria a nossa casa, os nossos carros, os quadros que temos nas paredes), agricultor (quem plantaria todos os alimentos e cuidaria deles até serem adquiridos por todos nós), vendedores (quem traria os bens que estão á nossa disposição nas lojas, super mercados, mercado), pescadores (quem apanharia o peixe que tanto gostamos de comer - eu cá não sei pescar, mas sei arranjar e comer), empregada de limpeza (quem limparia as milhares de casas das pessoas que não têm /e ou dizem que não têm tempo para limpar a casa - a verdade é que não gostam de o fazer e têm dinheiro podendo dar-se ao luxo de pagar muito mal para outras pessoas fazer), vendedor de peixe, talhante, jardineiro, queijeiro, salsicheiro, tripeiro, ...
Você já pensou no monte de profissões que existem para as quais não precisa de ser licenciado? E no monte de coisas que é preciso serem feitas no dia a dia? Todas as profissões são necessárias e para cada uma é preciso alguém que as cumpra, todos nós temos um dom, cada um de nós tem de descobrir qual é o seu. Mas acima de tudo temos é de ser tratado com dignidade.
Não é a profissão, o status da profissão, que nos dá a dignidade. A dignidade bem da forma como somos tratados e tratamos os outros. 
Da proxima vez que você se cruzar com a moça/rapaz caixa do seu supermercado, sorria e trate eles pelo seu nome - quase todos têm uma placa com o nome é para que saibamos quem são; quando for pôr o lixo no reciclador lembre no dia seguinte que não tem bichos (ratos, baratas, formigas) mas sim um caixote limpo porque alguém levou o lixo que você faz, pense e sorria; pense que num mundo só de doutores, advogados, administrativos, engenheiros, como seria das nossas simples vidas?
Precisamos de comer, vestir, calçar, ter um tecto, ter educação, e os nossos pais tem de ter trabalho para nos criar (e manter um estado sanguessuga) e não podem fazer isso tudo ao mesmo tempo, por isso delegamos todas essas coisas a pessoas que têm essas profissões. Acreditamos que todas estas pessoas a quem delegamos essas coisas tão importantes tem o dom para elas e vão cumprir com alegria os seus dons.
No entanto muitas pessoas não aceitam os seus dons, passando a ter objectivos de vida só ligados à ambição vivendo vidas frustadas; muitas vezes mesmo possuindo muito dinheiro. Enquanto outros não conseguem mostrar os seus dons por não terem a tal escolaridade, e vivem vidas mais duras com menos dinheiro mas aceitando o possivel, sempre almejando poder demonstrar do que são capazes.
As vezes há que tentar mostrar os nossos dons, e principalmente deixar os outros mostrar os seus e acreditar neles. 
Estude, aprenda, nunca desista de saber mais e mais, valorize-se e dê valor.
"Saber não ocupa lugar", é costume dizer-se. Todos somos importantes e ninguém é mais do que ninguém, e não é um papel que diz o que você é. 



Cultive, cuide para colher.





   

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Verdades incontornaveis

" Toda a gente pensa em mudar a humanidade, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo."
 
Tolstoi

terça-feira, 9 de abril de 2013

Eu sei, eu sei

Eu sei o tempo ainda está uma droga, mas as previsões de melhora é que me vão dando ánimo. Pouco, mas vão; não estivesse eu com uma dor de garganta daquelas e com direito a dor no peito e tudo. Antigamente não me doía assim, mas esta nova versão de dor de garganta é bem pior porque me assusta e faz doer.
Enfim há que ir levando.
No entanto não era disso que eu queria falar, na verdade não sei se vos anda a acontecer o mesmo que a mim, ando a querer entrar nas saladas super deliciosas e saudáveis - embora lá no trabalho não tenha condições para as guardar até á hora de serem consumidas e ficarem no carro pior, muito pior, aliás, impensável. Mas ando com vontade de começar a fazer e como nada me ajuda acabo a pensar só em outras coisas como quiches. Mal não há, na verdade há imensas receitas super deliciosas e pouco calóricas mas tem um "probleminha" a minha intolerância à lactose faz com que eu não possa comer todos os dias um produto com esse ingrediente. (Chato!)Tem de ser espassado - se é que me entende. 
Ainda por cima porque eu adoro, iogurtes, queijo, leite, natas, e receitas que levam estes ingredientes e dantes não me dava conta que ficava mal disposta, enjoada nos dias seguintes. Estes são alguns dos meus pecados de boca, adoro salgados, prefiro-os aos doces.
Por exemplo eu não consigo comer um doce pela manhã, bolos pela manhã não desce, antes do almoço já vou tolerando mas para os comer com algum prazer só mais ao lanche ou depois do jantar - eu sei que depois do jantar faz mal, mas só como se for de festa de aniversário.
Agora os salgados isso são "outras histórias".

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Hora de Verão

 
 
 
Ainda bem que a hora muda, os dias crescem e quando faz sol, sorri-nos a alma. Andamos mais bem dispostos, apetece-nos fazer mais coisas, parece até que o dia tem mais horas do que na verdade tem. E agora Abril, parece Março, primavera, chove pela manhã  e faz sol pela tarde, humm! que bom chegar a casa ir dar um passeio, jardinar, ou simplesmente sentar numa cadeira á varanda a ouvir os sons da natureza que nos rodeia - eu ainda tenho esse privilégio. Já estou a trabalhar nos projectos da mini horta da varanda, morangos estão em flor e ainda vou tratar de comprar as alfaces, ano passado foi um must as minhas alfaces. Tenho de experimentar outras coisas agora, porque os tomates não foram muito felizes tenho de arranjar outras coisinhas deliciosas para os substituir, courgete, cenouras quem sabe.
O importante é não desistir e tentar sempre, como tudo nesta vida, claro.
E vocês também andam a ficar melhor com os raios de sol a espreitar?
 
Beijinhos ensolarados para todos.
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