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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Curso Saberes Sessão 22 - Encadernação

Nesta sessão recordou-se a infancia. Naquele tempo em que os livros eram feitos por mãos sábias que nos faziam pensar como é que as folhas ficam assim juntas sem se separarem? O nosso formador o professor José Couto


um verdadeiro apaixonado por livros em todas as suas fases, mostrou-nos de forma simples como se pode fazer um livro, eu na sessão não cheguei a fazer o meu mas depois aqui em casa fiz a minha experiência e o resultado foi este.




sexta-feira, 22 de junho de 2012

Curso Saberes Sessão 21 - Estanho

' Estanho,

  

Certamente já ouviu falar em Estanho? Estanho é uma liga de materiais que se pode moldar dando as formas que se quiser. Trabalhar o estanho é uma arte, tal como trabalhar a prata e o ouro, sendo que estes dois últimos nem sempre são tão generosos na forma de trabalhar.

Pois então tivemos a introdução ao trabalho em Estanho, quem vê parece fácil, mas não o é de todo. É preciso força e ao mesmo tempo delicadeza. As mãos da nossa formadora a Dª Fernanda ( Fernandinha como gosta de ser chamada) são a prova viva disso mesmo.
A passagem dos motivos previamente desenhados em papel vegetal para o Estanho obedece a certos rigores. Primeiro é preciso ter a noção do trabalho a fazer, medir as peças com exactidão, escolher o motivo apropriado e medir o Estanho a trabalhar - porque temos de poupar no material que é caro-, colocar os utensílios (e não são poucos) a utilizar ao pé.
Depois é tudo uma questão de começar.


A Fernandinha a medir, estava a trabalhar para forrar uma caixa de madeira que será oferecida à Paula.



Aqui o material já começava a mostrar as suas formas e nós todas/os estavamos ansiosas para começar.


 A nossa Paula em ação.


Os trabalhos (alguns).

Este é o meu trabalho. Vou fazer 10 anos de casada e assim já fiz algo para comemorar a data. Neste caso é um coração e tem os monogramas do meu marido e meu (A . I - não se vê muito bem - fotos de telemóvel é o que dá) bem como o numero 10 de anos de casada. A base é um vidro redondo que depois irei colocar num daqueles tripes de segurar os pratos. Acho que ele vai gostar. E voçês o que acham?


Um outro trabalho de uma colega que resolveu aplicar num frasco (uma linda ideia também).

E cada uma trouxe um pedacinho de estanho para mais tarde se puder continuar esta arte tão linda.

Curso Saberes Sessão 20 - Noções de IRS

Ora cá está outro tema que nos fez abrir as boquinhas com as duvidas que estavam guardadas.
Já alguma vez pensou em ser voçê a preencher a sua declaração de IRS, bem eu confesso que já eu pensei, mas como as coisas têm vindo a mudar e cada dia à novidades eu fico com duvidas e acabo por levar a alguém. Mas isso para o ano vai mudar. Pelo que a nossa formadora disse preencher a declaração on line ou seja pela internet é bem mais simples pois existem varios campos de ajuda e se mesmo assim tiver duvidas pode sempre ligar para a repartição de finanças e perguntar pois a declaração pode ser guardada antes de ser enviada e se tiver erros o proprio sistema não deixa avançar. Pronto posto isto para o proximo ano vou ser eu a preencher a declaração e vou poupar um dinheirito.
Só tenho a agradecer as Formadoras por nos ter esclarecido algumas duvidas e receios.
Obrigada ás duas, que foram uma simpatia.

Fotos só mais tarde, a minha máquina avariou.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Curso Saberes Sessão 18 - Flores de Capela

Como na sessão anterior, esta sessão não fica em branco. Também na companhia da Angélica, quem fica em branco?
Eu nunca tinha visto fazer Flores de Capelas de milho. Trabalhosas, mas sem duvida que lindas. Quem as fazia normalmente inventava-as, não havia catálogo para ver nem escolher, os modelos, estavam todos gravados na memória de quem as fazia.







Um trabalho que se perde pelo simples facto de não compensar a mão de obra em relação ao seu lucro/custo, como tantos outros pelo nosso pais que se vão perdendo.

domingo, 10 de junho de 2012

Curso Saberes Sessão 17 - Pão

Mais uma sessão que vai ficar na memória de quem participou. Fazer Pão. Mas não foi fazer pão á moderna, não. Foi fazer pão com tradição. Quem nos deu o privilégio de nos ensinar foi a Angélica, uma doçura de pessoa que se vê de imediato que é um poço de saberes.
Eu tive a sorte de conhecer a família dela ainda que ao de leve, sua mãe faleceu recentemente, mas que foi uma simpatia para mim quando andava no 5º ano e precisei de uma mecha de lã de ovelha, lã verdadeira de ovelhas. Numa altura que ainda éramos um Portugal rural mas já poucas pessoas tinham animais. Eu pedi e ela deu, e levei para a aula de ciências para a professora que na altura não tinha lã sem cor no seu livro de amostras.
Bem a Angélica que faz imensas coisas e que é dona de uma simpatia e humor desconcertantes, mostrou a quem não conhecia o ciclo básico do pão, até tivemos direito a cozer o pão num forno a sério existente nas intalações do Rancho S. Salvador.

Foi uma delicia para quem nunca tinha visto nem feito pão. É uma coisa tão básica o Pão Nosso de Cada Dia que tomamos por garantido, mas que nesta maldita crise não o é, e que se calhar muitos não lhe dão o devido valor. Fazer Bom Pão é uma sabedoria preciosa e que nem sempre se sabe como é feito.


A masseira e alguns dos ingredientes e utensílios


Introdução da farinha


 Nós a tirar notas




As mãos carinhosas e meigas da Angélica que amassava com uma delicadeza.


A Filomena em acção. ( A Filomena é grande amiga da Angélica mas que a vida temporariamente afastou, esperemos que a sua amizade se renove agora com esta demonstração) Ela até tem jeito. 


Quando se enformava o pão habitualmente dizia-se uma oração. Em minha casa e de tias minhas pude assistir ao fabrico do pão para consumo caseiro e sempre se disse uma prece quando se fazia a cruz antes do pão ficar levedo (crescer), aqui a minha mãe que estava presente disse como a minha avó e bisavó lhe ensinaram.


Preparação do forno, ainda sem muita luz (foi á noite).



Colocar do pão formando broas em cima da pá.


Depois pouco mais ficou registado porque após convencermos uma colega a ir buscar manteiga a casa - visto que morava perto - para barrarmos o pão assim que saisse do forno, foi mesmo esse o desfecho que as broas tiveram, portanto ninguém mais teve a capacidade de fotografar e comer ao mesmo tempo como é obvio. 

As orações para o amassar e enformar o pão são várias conforme a região mas quando estive dia 8 em Seia no Museu do Pão por coincidência as orações que encontrei são as mesmas que circulam na minha familia. E esta heim? . Como diria o saudoso Fernando Pessa.




Portugal é mesmo pequenino. De Seia até ao Porto, é um pulo de caminho... As fotografias são da Lurdes, menos estas ultimas duas que foram tiradas mesmo no museu do pão em Seia por mim.

sábado, 9 de junho de 2012

Curso Saberes Sessão 10 - Geriatria

Mais uma vez tivemos a oportunidade de aprender coisas tão importantes como a higiene de alguém doente, acamado, portador de incapacidade física, idoso, criança, adulto. É sempre necessário certos cuidados que todos consideramos inerentes á higiene mas que quando têm de ser administrados a outrem nós nem sabemos como proceder. Não é fácil prestar esse serviço, porque a pessoa ou pessoas em causa por um motivo ou outro estão debilitadas da sua capacidade de autónomas, ou seja estão dependentes de quem cuida. Mais uma vez a Isabel explicou com muito cuidado e ternura como podemos prestar este auxilio sem magoar quer fisicamente quer psicologicamente. Adorei, seria otimo que um dia chegada a minha velhice tivesse um tratamento assim com carinho, ternura e principalmente respeito. Obrigada Isabel por estes minutos.







domingo, 3 de junho de 2012

Curso Saberes Sessão 16 - Pintura

Mais uma sessão neste curso de troca de saberes. Mais uma aprendizagem com quem sabe coisas diferentes das que nós sabemos. É sempre uma alegria enorme poder fazer coisas novas e gostar de as fazer.
Eu adorei esta sessão pelo divertimento, pela descoberta, e pelo resultado. A nova formadora que também se chama Paula, professora de belas artes, uma simpatia, trouxe-nos uma técnica de pintura em peças de louça vidrada e o resultado foi lindo, lindo. Mas podem comprovar vocês mesmos pelas imagens do meu trabalho, as obras restantes depois postarei fotos porque no momento não as tenho. Mas posso apenas dizer que algumas são verdadeiramente obras de arte apesar de terem sido efectuadas por principiantes. 









São mesmo lindas não? E o mais giro é que é uma técnica bem acessível, os materiais podem ser um pouco caros mas se forem para usar com frequência vale bem o investimento. Basicamente resume-se a isto:

-Limpar bem as peças com um pano bem seco, no caso de ter residuos de cola, papel ou outros limpar muito bem.

-Os marcadores a usar são especificos para pintura em porcelana, podem ser de ponta fina ou grossa - uma sugestão da formadora adquira apenas dois ou três marcadores de cores que combinem de cada vez, uma vez que são caros. Pinte diretamente na peça o desenho que prentende. tenha sempre ao pé um cotonete ou algodão para limpar caso se engane.

-Depois de pronta tenha cuidado para na borratar pois a tinta não seca totalmente ao ar, tem de ir ao forno (existe um forno especifico que nem é muito caro, mas pode usar o forno convencional) a 200º +/- por 25 a 30 minutos, controle o tempo.

-Depois é só esperar que arrefeça, limpe bem com um pano seco e pode usar.

Fácil, e o reultado - original.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Curso saberes Sessão 15 - Culinária

Mais uma sessão de culinária, mais uma vez animada. Porque será que reunirmo-nos de volta dos tachos nos dá tanta empolgação e prazer? Eu antigamente não me sentia assim, apesar de ter começado muito cedo a cozinhar (aos dez era tradição as meninas já saberem cozinhar), aliás eu não gostava muito até de comer (ninguém diria olhando para mim agora, se calhar até pensam que eu era como se diz um bom garfo, mas isso não é verdade. Só adquiri este meu aspecto depois da maternidade e tenho fotos para prova-lo (LOL). 
Mas depois disso descobri um sabor especial nos alimentos e uma gula que até a essa altura estava escondida. A minha perdição sempre foram os acres, os salgados, os fritos (que infelizmente tive de deixar de comer devido a problemas de vesícula (a minha é minhom, minhom e muito preguiçosa)), mas que não me arrependi de cortar, é uma questão de hábito. Os doces ficavam para o meu irmão que também não se importava de os comer. O único doce que eu comia e que aliás sei fazer muito bem são os pudins, caseiros e com poucos ingredientes. Quanto mais simples melhor, mas que como com muita moderação porque geralmente são um bocadinho agressivos para a minha minhomzita.
Mas... nesta sessão de culinária as receitas foram outras:
Tapas de morcela e ananás, Frango agridoce e Pêras crocantes. Humm, uma delicia tudo - como sempre.


Tapas de Morcela e Ananás

Ingredientes:

Pão
Ananás
Morcela
Tomate cereja

Prepare:

Corte o pão (que pode ser baguete, de forma, o que quiser) ás rodelas ou triângulos ou quadrados, nesta receita usamos baguete e cortamos ás rodelas, corte o ananás em pedaços, o tomate ao meio e pique a morcela.
Leve ao forno todos os ingredientes, menos o tomate, em tabuleiros separados e asse-os, até o pão ficar dourado, o ananás também e a morcela assada.
Retire e corte a morcela em rodelas e comece a empratar.
Primeiro o pão, depois o ananás, depois a morcela e por fim o tomate.
Sirva ainda morno. Se quiser pode colocar um palito no centro para que não desmanche.




Frango Agridoce

Ingredientes:

1 Peito de frango / 2 Pessoas
Ananás qb
Manteiga
Sal
Pimenta moída na hora
Mel
1 Pau de canela

Prepare:

Corte o ananás em pedaços e dê uns golpes no peito do frango.
Tempere com sal e pimenta o frango e leve a um tacho com margarina a acerejar.
Mexa de vez em quando para ficar uniforme.
Quando estiver acerejado coloque no mesmo tacho o mel ( 2 colheres de sopa/ peito) o pau de canela e o ananás aos bocados, deixe amaciar.
Sirva por cima do frango e acompanhe com arroz ou salada a gosto.



Pêras crocantes

Ingredientes:

1 Pera por pessoa
200 ml Vinho branco para +/- / 6 pêras
200 g Açúcar +/- / 6 Pêras
2 Paus de canela ou 2 estrelas de anis
Massa filo
Manteiga
Frutos vermelhos/do bosque
Açúcar em pó
Amêndoa torrada
Topping de morango ou molho de morangos frescos


Prepare:

Descasque as pêras deixando o pé, e corte a base para que se equilibre.
Faça a calda com o vinho branco que deve (aumentar dose se for para mais pêras, tal como o açúcar) ser de boa qualidade, o açúcar, a canela ou anis, e leve ao lume brando com as pêras lá dentro a cozer.
Corte a massa filo em quatro e dois pedaços sobreponha cruzados untando entre folhas com manteiga derretida.
Faça uma trouxa e ate com um fio.
Coloque no forno a 180º /200ºC para alourar.
Sirva com frutos vermelhos (nós usamos groselha desta vez) e o topping de morango e polvilhada com amêndoa torrada e açúcar em pó.


Bom apetite.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Curso saberes sessão 13 - outras técnicas

Hoje aprendemos a reciclar e a fazer coisas lindas com o impensável.
Para muitos no brasil esta tecnica não é nova, por cá também não só estava um pouco esquecida. Aliás a minha avó materna Joaquina de seu nome era entre muitas coisas teceleira. Tecia no tear. Cobertores, tapetes, roupa, etc. E já no seu tempo, restos de outras confeções eram entregues para dar ter nova vida. Eu ainda tenho um liteiro (não sei se sabem o que é?) dessa altura este que tenho não foi feito por ela mas é igual aos que ela fazia. Antigamente cobertores eram poucos e raros, logo aproveitavam-se fitas para fazer liteiros que depois se colocavam em cima da cama, dos parcos cobertores, não eram quentes nem se quer muito confortaveis mas para quem pouco tinha, iam servido. Eu dormi muitos anos com dois pesadissimos, hoje não gosto de nada de roupa de cama pesada em cima de mim na cama. 
Passemos á frente...
Nesta sessão foi quase voltar ao passado com materiais deste tempo. Tapetes, malas, porta lápis tanta coisa se pode fazer com tiras de trapo ou com sacas de plástico. Vamos ver?  

1º Corta-se o material escolhido - neste caso foi uma t-shirt velha - desta forma. Nunca até ao final porque depois temos de cortar de forma a que fique uma longa unica tira.


2º Depois doba-se, isto é estica-se a tira e enrola-se.



3º Depois começa-se a trabalhar com a agulha (+/- 1,5 a 3,5 dependendo do material ) e escolhe-se o ponto para o artigo, ponto baixo para tapetes e sacos, ponto médio ou ponto alto, o que mais gostar.



4º Aqui está, este bocadinho foi feito com saca de plastico grande com impressão a vermelho que lhe dá um ar original. E fica um trabalhado macio e fofo.


Quando tiver alguma coisa feita vou postar aqui.

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