terça-feira, 18 de junho de 2013

Ainda vou ter umas férias como gente grande

É verdade, vou estar de férias este ano. Parece tontice dizer isto assim, mas a realidade é bem diferente e dura. Quando fiquei desempregada em 2009 mais propriamente em maio, fiquei triste porque estava naquela situação, mas também fiquei contente porque estava a passar uma fase muito estressante e por isso precisava aliviar. Depois é que custou, a falta da rotina do dia a dia, o dinheiro (a liberdade financeira), mas depois ganhei em Amor do meu pimpolho. Não se pode ter tudo. Aliás eu já me conformei - eu que até tenho dificuldade em me conformar com muitas coisas - que a minha vida será assim uma tristeza até um dia, dia esse que tudo ficará como tem de ser. Não vale a pena lutar contra a maré eu só tenho é que esperar, e eu tenho paciência para isso.
Além. Este ano que passou consegui encontrar trabalho/emprego - chamem como quiser - sentir-me útil, fazer parte de uma equipa, foi muito bom, melhor ainda quando me disseram marca os teus dias de férias. Bem, senti-me tão bem. Era como se tivesse deixado de ser uma inútil e agora de repente passasse a ter tanta importância. Não me entendam mal, mas eu não gosto de viver às custas de outros sempre à mingua de dinheiro para comprar o essencial para sobreviver, não ter um dinheirinho de mão para comprar aquele miminho para nós, ou para os outros só porque se quer dar (eu gosto de dar, de fazer miminhos). Eu não conseguiria viver toda a minha vida com uma pessoa que me estivesse sempre a controlar, a contar o que gasto ou a pedir contas de tudo - é como se estivesse numa prisão sem liberdade para nada. Não conseguiria e ponto.
Pois é vou ter férias, sinal de que se tem trabalho e direitos, coisa que podemos mesmo a deixar de ter. Eu como mulher nunca estou de férias realmente, mesmo em "férias" eu estou sempre a trabalhar, tratar das refeições, da casa, de tudo. Mas um dia juro vou ter uma férias realmente férias, de ir para um lugar fabuloso, divertir-me, não ter de pensar em fazer refeições, não ter de arrumar a casa, ir aonde quiser, comprar aqueles miminhos para as pessoas que adoro, e para mim claro. Não ter horario para isto, não ter horario para aquilo. Tirar fotos lindas de destinos e lugares para guardar na memória para um dia poder recordar (recordar que é viver duas vezes). Liberdade. Eu acho que é isso preciso de respirar liberdade.
Gosto de trabalhar mas também gosto de saber que posso ter uns diazitos de descanso. O resto é sonhar. Mas um dia vou ter, ah senão vou.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

A vertigem

Desde as rasas sapatilhas aos saltos de 15cm. 

A rapidez com que certas pessoas passam das rasas sabrinas e sapatilhas para saltos altíssimos chega a dar-me vertigens. Mesmo nas lojas o que se vê são contrastes vertiginosos. Ainda á dias fui a uma loja à procura de umas sandálias e fiquei triste.
Primeiro: os modelos altíssimos versus os extremamente rasos. (Que foi feito do nº 2 o meio termo?) Segundo: a falta de qualidade dos materiais versus preços caríssimos.
Terceiro: a falta de cores e de criatividade.
Eu sei, "sou do tempo que o calçado era caro mas de boa qualidade e bom gosto", porem agora com uma maior globalização devíamos ter mais por onde escolher, e porque raio é que os modelos parecem todos iguais.
A minha sobrinha que ainda não tinha completado os dezasseis anos andava a dar indicação deste sinal vertiginoso. No inicio eu pensava serem as influencias femininas da família - tanto eu como a mãe gostamos de um salto, eu mais na vanguarda clássica, já a mãe noutro estilo mais comtemporaneo - para logo perceber que não era isso. Ela queria uns sapatos altos e ponto final. Ela não é muito alta e eu até entendo que um salto pode dar um ar mais elegante. Mas não era isso. Ela tinha de os comprar para uma actividade ligada ao curso que estava a tirar e iria ficar em pé mais de dez horas e queria uns saltos altos e ponto final. 
Eu na qualidade de tia e madrinha senti-me na obrigação de a alertar que para quem nunca antes tinha andado de salto (algum antes), melhor seria praticar com uns meus (embora fossem um numero acima) para ver como seria. Emprestei uns de salto de 4cm, achou alto e não gostou nem praticou. Para logo depois ir à loja e comprar uns bem mais altos. Foi ao dito evento, veio com os pés inchados e feitos num oito. Esteve com os pés enfiados numa bacia quase uma hora e mesmo assim disse que doía - claro que doíam.
E agora eu pergunto, ainda á pouco vi outra miuda com uns botas - lindas lá isso eram - mas com um andar tão pesado e deselegante, porque passam de um para o outro sem pestanejar, sem experimentar o meio termo, será por puro arrojo, ou será  falta de modelos ou aconselhamento?   



sexta-feira, 14 de junho de 2013

"Ele à pessoas que não se dão conta de viver a vida porque estão demasiado ocupados a contar trocos.
E pode ser porque não sabem o que é viver, por isso não vivem, só contam trocos e quando lhes bater a morte à porta é que se vão dar conta que não viveram."

Isabel Oliveira

quarta-feira, 12 de junho de 2013

estes dias vi uma



Nas ruas por onde passo e onde vivo tenho o privilégio de ver coisas raras. Aqui à tempos vi um falcão, na verdade depois comprovei existe um casal de falcões nesta zona. Por aqui ainda existem algumas árvores e esse casal tem mostrado alguma actividade.
E agora nessa mesma zona no outro dia, um dia já tarde em que vários carros se cruzavam eu vi um animal pequeno a sair de um lado do mato a atravessar a rua, no inicio pensei que era um gato, mas um senhor que também ia a passar e parou para ver disse: "Era uma raposa? Não era?"
Depois de ver o pequeno animal bem de perto vi que era mesmo uma raposita uma cria. Acho que até se pode alertar as autoridades para a sua existência por ali, mas depois pensei que se calhar os iam querer tirar dali.
Estão a matar tudo aqui por perto, matam as arvores e com elas a fauna e flora que possam existir. É uma pena.

terça-feira, 11 de junho de 2013



"Quem meu filho agrada, o meu coração adoça.
Quem não agrada, daqui não espere nada!" 

Isabel Oliveira

domingo, 9 de junho de 2013

outro dia

O tempo hoje está muito aborrecido.
Estamos em junho, o tempo dos santos populares, tempo do nevoeiro, da chuva miudinha e de sol também. Deve haver sitios hoje onde faz sol, a esses, um bom dia, aproveitem-no bem.
Também tenho andado aborrecida, não sei bem o que se passa, o meu radar está mais activo que nunca, e isso deixa-me chateada porque certamente significa chatices. É deixar andar.
 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

AHHHHHHHH!

"As vezes apetece-me gritar para o mundo, outras vezes apetece-me gritar com o mundo. Outras vezes apetece-me estrangular muitas pessoas no mundo."

Isabel

terça-feira, 4 de junho de 2013

Já não sei que mais faça

Estou muito triste, o ano lectivo que começou tão bem (boas notas, bom comportamento), foi colapsando à medida que o ano foi avançando. Neste curtíssimo período meu filho teve testes negativos e baixa de notas impressionantes. De 5's para negativas. Como pode isto ser. Estando eu sempre em estado de alerta, lutando contra a maré, dando castigos (tirei a playstion), nada adiantou. Já não sei que mais faça. Não desisto porque o filho afinal é meu e eu quero o melhor para ele, mas será bom ter uma mãe sempre a exigir a obrigar quando se é preguiçoso até dizer basta. Não consigo mais obriga-lo, só me falta mesmo partir para a violência física porque nem ameaças o fazem agir. Eu sei que sou muito exigente, mas com ele até facilito, não podemos todos ser doutores, agora baixar de 5's para 2's é imperdoável. O ser preguiçoso não é razão suficiente para estas notas, fico a pensar se não haverá mais alguma coisa por detrás desse total desapego ao estudo. Os métodos mudaram, antes no 4º tinham uma prof que lhes preparava a papinha, agora no 5º os professores é à base do menor esforço, debitam na sala e se apanharam, bom, senão , já foste. Este ultimo período foi extremamente curto, alertei a DT, mas acho que caiu em saco roto, porque os métodos mantiveram-se e houve um desinteresse generalizado na turma. Vai haver chumbos, o que a meu ver é lamentável.  
Estou triste pelo meu filho que para o ano vai enfrentar provas, mais um periodo final curtissimo.
Durante as férias vou tentar azer com que ele ganhe alguma consciência (mesmo para um miudo de 10 anos , tem que a ganhar) de que sem trabalho nada se faz, pelo menos nada de bom. E para tal basta ver a quantas anda este país com pessoas que tem diplomas dizem-se "doutores" e não sabem o que andam a fazer. Quero que o meu filho um dia seja alguém, estudar não serve só para ter canudo serve para saber mais do que aqueles que dizem que sabem.

"Só sei que nada sei."

- Nos dias de hoje parece que está na moda, mas eu nunca fui apologista dessa frase, nem nos meus tempos de estudante em filosofia, nem do senhor que a disse no seu tempo, nem no senhor que carrega o nome nem de quem a implementou agora.


Se alguém souber de um método para cativar miudos pregiçosos a estudar por favor diga-me que eu já não sei mesmo que lhe faça.
Obrigada 

domingo, 2 de junho de 2013

Dia Mundial da Criança

Por aqui viveu-se um otimo dia mundial da criança. A escola do meu pimpolho faz uma festa por esta altura, uma festa do agrupamento de escolas, este ano calhou mesmo no dia certo. A adesão foi muito maior do que nos anos anteriores, o tempo e a data ajudaram muito. Como sempre notou-se bem o empenho e organização das associações de pais que por esta altura se desdobram em esforços para angariarem fundos para melhorar as condições dos miúdos. Os pais também se nota os que estão contentes e os que não, quer pelo que comparecem ou não. Mas tais coisas à parte. Eu fui e gostei das participações dos miúdos embora o meu pimpolho este ano não fosse convidado para fazer nada (pena). Comprei imensas coisas nomeadamente legumes e frutos (maravilha para quem mora num ap), por um preço super simpatico. O dia estava mesmo bom com um calor e uma brisa agradavel.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...